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ÚLTIMA HORA: Pinto da Costa deixa garantia sobre a sucessão, saiba mais

Líder dos dragões assegura que não contribuirá para a divisão do clube

Os 40 anos de presidência de Pinto da Costa serviram de mote à entrevista que o presidente concedeu à revista Dragões, da qual o Porto Canal revelou, esta sexta-feira, um excerto.

No trecho divulgado, o líder dos azuis e bancos fala do futuro e de uma possível sucessão, deixando, a esse propósito, uma garantia: a de que não tomará partidos por ninguém.

“Isso é impensável e nunca mais vai acontecer. Uma coisa é haver transições pacíficas, não é dizer o presidente que está há 40 anos é que vai escolher o presidente. Ah, isso podem ter a certeza que não é, porque eu não vou tomar partidos por ninguém. Isso era dividir o clube. Era transformar a minha gerência numa facção e isso não quero. Sou presidente de todos, porque luto por todos, não vou nunca dizer que acho que deve ser este.
Noutro dia perguntaram: ‘E a sua sucessão?’. Eu disse: ‘Se fosse uma monarquia, eu estava preocupado porque tinha de preparar o meu filho. Se isto fosse meu, eu estava preocupado porque o negócio era meu’. Eu estou aqui apenas a correr, é uma corrida de estafetas em que eu levo o testemunho para entrgar a quem aparecer à minha frente eleito pelos sócios. Não vou dizer que apoio este ou aqule, posso ter a minha convicção quando aparecerem candidatos,mas nunca direi votem neste ou naquele”, começou por dizer, garantindo que não quer ver a acontecer no FC Porto o que aconteceu noutros clubes.

“Há uma coisa que verifico e que é normal. Uma campanha eleitoral como tem acontecido noutros clubes deixa sempre marcas, deixa sempre divisões. Uma coisa é dizer-se que um sócio do FC Porto não gosta do presidente, está careca ou é um bocado chato, não gosta… Isso é uma coisa. Agora, tenho a ceteza que não há nenhum portista que não queira que o FC Porto ganhe, não há um portista que não fique feliz quando o FC Porto ganha um jogo, seja ele qual for. Verifico, que fruto das guerras eleitorais em que se atinge coisas inadmissíveis, ficam marcas. E por mais que as pessoas digam que é como nos partidos, que vamos unir… Unidos? A primeira coisa, lá está, é um para cada lado a dizr que o outro não presta. É a mesma coisa que as lutas eleitorais. Por que é que o PS mantém estável no governo e ganha eleições com maioria? Porque o líder não tem contestação, os socialistas estão com o líder, apoiam o líder e estão dispostos a colaborar. Penso que é bom a estabilidade, não quer dizer que ninguém vá ficar eternamente num clube. E acho que um presidente estar 40 anos… Digo na brincadeira, ainda ontem convidei para um almoço e disse que tem de ser mesmo dia 23, que a 24 vou entrar no manicómio, porque aos 40 anos temos direito a uma suite no manicómio”, atirou.

Em suma, Pinto da Costa assume-se satisfeito pela estabilidade que o FC Porto tem tido ao longo destas quatro décadas, algo que quer manter mesmo após a saída.

“Para dizer que essas lutas deixam sempre marcas, acho que nisso ajudei com a minha continuidade a que não houvesse facções dentro do FC Porto. É tudo o FC Porto, depois quando chegar a hora de escolher o presidente, escolham pacificamente, ninguém tem de insultar ninguém nem a dizer que este foi isto ou fez aquilo ou tem ligações ao Sp. Braga, V. Guimarães ou Farense… Os sócios do FC Porto têm de escolher calmamente quem entenderem ser melhor para o FC Porto”, concluiu.

Fonte e publicado por: Record.pt

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